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Um Adorável Passeio pela Cidade - Parte II
Um Adorável Passeio pela Cidade - Parte II

UM ADORÁVEL PASSEIO PELA CIDADE... Parte [2]

Continuando o nosso adorável passeio de ônibus, ou seja, transporte público, coletivo, e vários adjetivos impronunciáveis.  Pessoas idosas nos ônibus. Existem leis municipais + Estatuto do Idoso.  Tem direito a ocupar os bancos reservados.  Mas e quando tem mais idoso que banco? Aqui na capital acima de 65 anos não necessita do cartão eletrônico, basta o RG. Então ficam amontoados na parte da frente, dificultando a passagem dos demais usuários na roleta.  Muitos reclamam.

 

Este assunto tem dois lados, e ainda bem que aqui eu vou poder falar, é minha crônica, escrevo o que eu quiser.  Na parte da tarde, clubes e entidades, fazem reuniões dançantes para a melhor idade e as donas enfeitadas, passam à tarde na farra. (No bom sentido, é claro) Retornam às suas residências de ônibus, e sentadas.   E como fica aquele trabalhador que ficou em pé o dia inteiro?  O banco reservado é exigido. Seres egoístas.  É uma questão de educação e de se situar como cidadão.  

 

Quando foi implantada a bilhetagem eletrônica, iniciaram pelos isentos, no caso as pessoas idosas.  E lembro-me de uma jornalista, que em sua coluna reclamava que os pobres velhinhos estavam sendo maltratados nos ônibus, pelos malvados cobradores. Enviei-lhe um e-mail solicitando que fosse dar uma voltinha num coletivo, para ver quem maltratava quem.  O malvado cobrador era “quase” atacado pelas vovós que recusavam a ajuda dele para utilizar o cartão.  Foram dias difíceis.  Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

 

Salvaram-se todos para morrer surdos ouvindo funk e hip hop a todo volume. Malditos celulares! Deveriam ser vendidos incluindo manual de boas maneiras.  Vem com fones de ouvido que ninguém usa, ou melhor, não usava.  Agora é lei em Porto Alegre. Música dentro do ônibus só com fone de ouvido. (Quem falou que funk é música?) Quem insistir não poderá permanecer no coletivo.  Amei! Durante + ou – quatro anos eu insisti no assunto, a tal lei já existia, mas como “quase” todas as leis em nosso País são feitas para ocupar espaço nas gavetas, faltava ser regulamentada.  Envolvi-me em inúmeras confusões, mas é intolerável a repetição de erros e hábitos egoístas, para não dizer medonhos.  Um garoto me disse uma vez: “O celular é meu eu posso ouvir o que quiser”. Respondi: “Claro que sim, eu é que não preciso! Por favor, use seus fones.”

 

Estamos mais civilizados por aqui.  Na força da lei, mas estamos. Não consigo assimilar a falta de cidadania das pessoas, de onde elas vieram? Não era assim, o que aconteceu? Gente egoísta, não consegue perceber que tem alguém sentado ao lado.

 

Caso alguém se interesse pela lei que mencionei, para cobrar dos vereadores em sua cidade, basta deixar mensagem no blog e eu enviarei com o maior prazer. Retornarei na próxima semana, com outro assunto polemico.

Nell Morato

27/04/2014