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Deslumbramentos
Deslumbramentos

DESLUMBRAMENTOS

 

Não sabia qual título daria para o texto, e me perdi por alguns minutos, procurando uma bela palavra que revelasse o que vou escrever e, ao mesmo tempo, pudesse atrair os escritores para à leitura.

 

No dicionário, deslumbrar quer dizer:

Fazer com que os olhos e/ou a visão fiquem embaciados pelo excesso de luz (brilho); provocar ofuscamento nos olhos e/ou na visão; ofuscar: a luz do poste, excessivamente clara, deslumbrava (os pedestres).
Causar certo tipo de alteração/perturbação nos olhos e/ou na visão: o aumento da sua temperatura deslumbrava (-a).                                  Figurado: Ficar repleto de admiração (por alguma coisa que se destaca pelo excesso de boas qualidades); ficar fascinado por; seduzir-se: seu conhecimento deslumbra (o professor); deslumbrou-se com a inteligência do professor.
Figurado: Desorientar o espírito: a fama repentina deslumbrava-a.

 

Diante de vários episódios, envolvendo escritores e poetas, que confundem um “pouco”, ou às vezes, “muito”, o seu papel na Literatura, eu recomendo cautela.  Nunca seremos celebridades, salvo com algum golpe de sorte ou do destino (se houver) que possa vir a surpreender alguém. Um acaso, tipo Paulo Coelho. Aliás, nem escrevo o que penso do escritor, caso contrário, poderei ser apedrejada em praça pública.

 

Na minha modesta opinião, nós, autodenominados escritores, não devemos colocar nosso nome e a nossa pessoa acima de nossos escritos.  Quem somos nós?  Apenas pessoas comuns, sensíveis, com talento para transformar em palavras, em prosa ou em verso o nosso pensamento e os nossos sentimentos.  A nossa experiência diante dos fatos da vida real. Nossos sonhos e desejos, bem como nossos sabores e dissabores.

 

Usamos a Internet e as redes sociais para divulgar nossos trabalhos. Eu escrevi “nossos trabalhos”.  Eu quero ser, um dia, respeitada e admirada pela minha contribuição à Literatura Brasileira.  Não quero ser celebridade, quero sim, ficar bem escondida, reclusa até, para estudar e aprender cada vez mais, para que meus escritos tenham qualidade e sejam lidos, que as pessoas se identifiquem com os textos ou tenham o desejo de se inserir no enredo.  Não quero “uma cadeira” numa Academia de Letras (nem posso levar para casa), para quê?  Não vejo ações das “tais academias” em benefício de nossos escritores.  E custa caro, quando me ofereceram uma “cadeira/vaga” eu precisaria pagar R$ 600,00 (seiscentos reais).  E olhem que nem livro publicado eu tinha à época.  É só uma maneira de esse povo aparecer e ser chamado de “Imortal”.  Eu tento, mas eu não consigo saber qual é a serventia!

 

Um amigo, recentemente, falava que está muito feliz com o tudo que está acontecendo em nossas vidas.  Do trabalho das Princesas do Castelo Literário e de minha amiga e sócia, Cristiane Vilarinho, no site Literárias Mosqueteiras. Eu comentei: Não é nada!  Estamos subindo lentamente uma escada, pisando firme em cada degrau, porque a nossa escada é de concreto.  Esqueci-me de dizer a ele, que é uma escada muito longa, rumo ao infinito, porque nunca chegaremos ao final, sempre iremos querer mais e mais degraus.

 

Deslumbramento, não adianta de nada, só irá atrair os invejosos, os fracos e os sem caráter.  Vamos é aprimorar nossos conhecimentos, nossos escritos e trabalhar muito.  Alguns também “acham” que se publicar um livro ou dois já vai virar celebridade.  Se você está escrevendo com o propósito de se tornar um “superstar”... O site Literárias Mosqueteiras precisará de um batalhão de colaboradores em educação, cultura e literatura.

Nell Morato-13/11/2014